terça-feira, 28 de maio de 2013

CARBURETO DE CÁLICO



Valdemir Mota de Menezes, leu e gostou desta matéria.


FONTE:
 http://georgequimica.blogspot.com.br/2010/04/tudo-sobre-o-carbeto-de-calcio-e-o-gas.html

Carbeto de cálcio, popularmente chamado de carbureto de cálcio e muitas vezes apenas como "carbureto", é o composto químico com a fórmula CaC2. O material é incolor, mas muitas amostras apresentam protuberâncias pretas a branco-acinzentadas, dependendo do grau de pureza. Seu principal uso industrial é na produção de acetileno.

Carbeto de cálcio é produzido industrialmente em um forno de arco elétrico carregado com uma mistura de cal e carvão a aproximadamente 2000 °C. Este método não tem sido mudado desde sua invenção em 1888:

CaO + 3C → CaC2 + CO

Produção de acetileno
CaC2 + 2H20 => Ca(OH)2 + C2H2 Carboneto de Cálcio+Água=Hidróxido de Cálcio+Acetileno

O acetileno, conhecido pela nomenclatura IUPAC por etino, é um hidrocarboneto da classe dos alcinos. É o alcino mais simples, constituido por dois carbonos e dois hidrogênios (C2H2) . Os dois átomos de carbono estão ligados através de uma tripla ligação.

É um gás incolor, de odor desagradável que se liquefaz à temperatura de -83 °C e solidifica a -85 °C. É muito instável; sob pequenas compressões se decompõe com muita facilidade liberando energia. É armazenado em cilindros de aço, sob pressão, dissolvido em acetona.

O acetileno foi descoberto por Edmund Davy em 1836 na Inglaterra. Berthelot foi o primeiro a sintetizá-lo através de um arco voltaico produzido entre eletrodos de grafite envolvidos numa atmosfera de hidrogênio:

2 C + H2 → C2H2

Os alcanos maiores do petróleo e gás natural são quebrados (através de craqueamento) em moléculas menores. Estas moléculas são desidrogenadas em elevadas temperaturas.

C2H6 → C2H2 + 2 H2
Um processo em ascendência atualmente devido às novas tecnologias em catalisadores e as pesquisas na área.

É o mais importante dos alcinos devido a sua reação extremamente exotérmica com o oxigênio, liberando aproximadamente 308 kcal por mol[3]:

C2H2 + 5/2 O2 → 2 CO2 + H2O + 308 kcal

Devido a sua queima extremamente exotérmica, é usado em larga escala na solda autogênica, no corte de metais por maçarico, na fabricação de objetos de vidro e em diversos processos que requeiram altas temperaturas. No maçarico oxiacetilênico obtem-se temperaturas de 2500 a 3000°C.[3]

Dentre suas aplicações na indústria química como matéria-prima, encontra-se a síntese de centenas de compostos, dentre os quais os mais destacados são o etileno, o etanol, diversos compostos organoclorados, especialmente solventes como o clorofórmio e o ácido acético. É utilizado também na produção de borracha sintética e polímeros

sexta-feira, 12 de abril de 2013

IODO RADIOATIVO

Rev Assoc Med Bras 2006; 52(4): 187-201


O iodo radioativo tem sido, há mais de 50 anos, usado no

tratamento de adultos portadores de doença de Graves.

Porém, este uso tem sido evitado em crianças e adolescentes

por muitos endocrinologistas, com receio da possibilidade de

aparecimento de leucemia e câncer da tireóide. Alguns autores

detalharam os resultados do seguimento de 116 pacientes com

menos de 20 anos de idade (3,7 a 19,9 anos) e que foram

tratados com iodo radioativo.

No seguimento de cerca de 30 anos, nenhum caso de

leucemia ou de câncer da tireóide foi registrado. No início,

como o objetivo era alcançar um estado de eutireoidismo, as

doses do iodo utilizadas eram muito baixas tornando, muitas

vezes, necessário um novo tratamento. Posteriormente, foram

utilizadas doses maiores, o que levou todos os pacientes a um

quadro de hipotireoidismo, com exceção de dois deles. As

pacientes que engravidaram não apresentaram aumento do

número de anomalias congênitas nem abortos espontâneos,

comparados à população geral. Estes resultados levaram os

autores a concluir que o tratamento da doença de Graves com

radioiodo mostrou-se seguro e eficaz a longo prazo.

Comentário

O receio dos efeitos adversos do radioiodo em crianças com

doença de Graves faz com que muitos médicos prolonguem

durante anos o tratamento medicamentoso da doença. O trata-

mento clínico pode mostrar-se desapontador, não levando à

remissão da doença, ao lado do considerável número de efeitos

colaterais provocados pelas drogas antitireoideanas. O tratamento

cirúrgico, opção considerada boa quando nas mãos de um cirur-

gião hábil, tem um custo maior (cirurgia, cicatriz). Consideramos

que um tratamento medicamentoso deve ser tentado, pois o

quadro pode mostrar remissão em um ou dois anos. Se isso não

ocorrer o radioiodo é uma boa opção pela experiência já registrada

em um tratamento que tem uma história de mais de 50 anos.


Uma pesquisa científica sempre procura resposta a uma

indagação. Em medicina, a resposta obtida para esta indagação

tem que ser reprodutível para ser crível. Somente após diversos

investigadores, em diferentes lugares, realizarem uma mesma

pesquisa, pode-se fazer uma generalização da resposta. Aí,

então, as conclusões são postas em prática.

Mas um problema pouco discutido pela comunidade cien-

tífica envolve certas perguntas que são repetidas inúmeras

vezes, mesmo quando a resposta já é conhecida ou deveria sê-

lo

1

. Esta repetição significa, no mínimo, uma perda de dinheiro

e de tempo. Pior do que isso, tais repetições podem ser

antiéticas, pois podem custar vidas. Alguns estudos recentes

mostram exemplos marcantes da repetição supérflua de inves-

tigações e suas conseqüências.

Recente artigo de autores canadenses faz uma apreciação

que abrange 18 anos de pesquisa sobre a aprotinina, um

fármaco usado para reduzir o sangramento durante cirurgias

cardíacas

2

. Os autores levantaram 64 artigos randomizados,

publicados a partir de 1987, distribuídos por 12 países.

Dois terços deste total eram variações sobre uma mesma

questão. E quase todos indicaram que os pacientes que recebiam

aprotinina sangraram menos. Esta vantagem se tornou evidente

em junho de 1992, após o 12º estudo. Os autores desta revisão

afirmam que os pesquisadores não teriam justificativa para fazer

estudos posteriores se considerassem toda esta produção

científica anterior, particularmente os estudos de revisão de tipo

metaanálise. Eles deduzem, portanto, que os autores não

fizeram uma revisão cuidadosa de tudo que fora publicado

previamente. Nos 64 artigos, os pacientes foram distribuídos de

forma randômica para receber aprotinina ou placebo. Em geral,

não houve diferença na mortalidade entre os dois grupos, mas

os que receberam o fármaco sangraram menos.

Revisão sistemática conduzida por Gilbert et al. destaca o

potencial aumento da mortalidade devido à repetição indevida

das pesquisas, ao abordar o problema da morte súbita na

infância, ou síndrome da morte no berço, que atinge crianças

com até um ano de idade e que vêm a falecer sem uma causa

demonstrável

3

.

No passado, com receio de vômito seguido de aspiração, as

mães eram aconselhadas pelos pediatras a colocar os bebês

pequenos em decúbito prono durante o sono. Esta afirmação

não possuía uma base científica. Diversos estudos comprova-

ram que este decúbito aumentava sete vezes o risco de morte

súbita. Uma compilação dos estudos feitos até 1970 teria

tornado evidente a enorme diferença de riscos, mas os estudos

observacionais continuaram a ser feitos até o início da década de

90. Nesta década, foram encetadas campanhas oficiais, em

alguns paises desenvolvidos, a favor da indicação da posição

supina. Entre 1970 e os anos 90, milhares de crianças teriam

sido poupadas da morte no berço se houvessem sido correta-

mente considerados corretamente os estudos sobre o decúbito

para o sono do recém-nascido e pequeno lactente

3

.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

QUÍMICA E DEUS

Neste video o Escriba Valdemir Mota de Menezes faz uma reflexão sobre os elementos químicos e como as maravilhas de deus se manifestam em coisas simples da natureza quimica. Uma vaca preta come capim verde e produz leite branco. Você pode ver milagres da ordem divina neste quadro descritivo????



sexta-feira, 11 de maio de 2012

ALTERAÇÃO DE NOX

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
Reação química com alteração de nox
Material
• palha de aço
• água sanitária
• prato fundo
• pinça
Procedimento
Coloque um pedaço de palha de aço aberta no prato e cubra com água sanitária.
Deixe o sistema em repouso durante 10 minutos e, depois, com o auxílio da pinça, remova cuidadosamente a palha de aço.
Você poderá observar que, no fundo do prato, apareceu uma nova substância de cor avermelhada, cuja fórmula é Fe2O3. A reação que originou esse composto ocorreu entre o ferro e o hipoclorito de sódio (NaClO), presente na água sanitária, e pode ser representada pela seguinte equação não balanceada, que mostra uma reação de oxi-redução
Fe + NaClO → Fe2O3 + NaCl

1. Escreva a equação balanceada da reação.
2Fe + 3NaCl → Fe2O¬3 + 3NaCl
2. Qual o nox do ferro nos compostos mencionados?
Fe(reagente) Nox = 0; Fe(produto) ¬Nox = +3
3. Qual o nox do cloro nos compostos mencionados?
Cl(reagente) Nox = +1; Cl (produto) Nox = -1
4. Quais os elementos cujos nox não variam?
Na e O
5. Sabendo que a variação do nox de cada átomo de ferro corresponde à perda de 3 elétrons, determine a quantidade de elétrons recebidos por átomo de cloro na reação.
Cada átomo de cloro nesta reação irá receber dois elétrons, porque o Nox dele no reagente era +1 junto com o Na para cancelar a carga do O. Ele passou de +1 para -1, ou seja, ele ganhou dois elétrons.
6. Indique os agentes oxidante e redutor.
Agente redutor é quem oxida, no caso o Fe, e o agente oxidante é quem reduziu, no no caso o Cl.

OXIDAÇÃO E REDUÇÃO

 
Objetos de Prata tendem a se oxidar.


Na reação de oxidação ocorre a perda de elétrons, enquanto a reação de redução consiste em ganhar elétrons.
A Oxidação pode ocorrer em três circunstâncias: quando se adiciona oxigênio à substância, quando uma substância perde hidrogênio ou quando a substância perde elétrons. Exemplo: as saladas de frutas tendem a se escurecer quando entram em contato com o ar, isso porque o oxigênio age promovendo a oxidação das frutas. Uma dica para que isso não ocorra é adicionar suco de limão ou laranja, pois a vitamina C presente nas frutas cítricas impede a ação oxidante do oxigênio sobre a salada.

A Redução, por sua vez, é o inverso e ocorre também de três maneiras: quando uma substância perde oxigênio, quando ganha hidrogênio ou quando ganha elétrons. Exemplo: quando o óxido de cobre (negro) é colocado em aparelhagem apropriada (câmara) para que ocorra sua redução, o gás hidrogênio entra em contato com o óxido de cobre super aquecido e, como resultado, ele perde oxigênio e vai aos poucos se tornando rosa, pois está sendo reduzido a cobre.

Reação de Óxidorredução: sabe-se que oxidação e redução ocorrem juntas na mesma reação química. Esse fenômeno recebe o nome de Reação redox ou Óxidorredução. Óxidorreduções são reações que transferem elétrons entre substâncias fazendo com que o número de oxidação (nox) de uma substância aumente enquanto o nox de outra substância diminui. Esse processo não deve ser confundido com as ligações iônicas (em que há transferência de elétrons de uma substância a outra) e sim como um processo de oxidação de uma substância e a redução de outra. Podemos dizer então que em uma reação a substância que perde elétrons e sofre oxidação é designada agente redutor enquanto a substância que ganha elétrons e sofre redução é designada agente oxidante.

Algumas dessas reações são muito úteis para a indústria. O ferro, por exemplo, é extraído pela combinação do minério de ferro com o monóxido de carbono (CO), num alto-forno. Nessa reação, o minério perde oxigênio para formar o ferro (Fe) e o CO recebe oxigênio para formar o CO2 (dióxido de carbono). A ferrugem é um dos resultados de uma reação redox, na qual o ferro se oxida e forma o óxido de ferro (ferrugem), e o oxigênio do ar é reduzido.

Outro exemplo de reação redox é o da prata em contato com o ar. Os objetos de prata tendem a perder seu aspecto brilhante com o passar do tempo, se tornando embaçados e com coloração escura. Esse fato ocorre porque os átomos de prata da superfície do objeto reagem com outras substâncias, como o oxigênio. Dizemos então que a prata se oxidou, ou seja, passou por uma reação de óxidorredução.


Por Líria Alves
Graduada em Química
 

quarta-feira, 28 de março de 2012

BOMA ATÓMICA EN HIROSHIMA DOCUMENTAL BBC

Este video fue producido también por la BBC de Londres, nos hace ver el poder de la bomba atómica que fue lanzada sobre Hiroshima, en el momento de la explosión, la bomba estalló siete veces más que el sol y la temperatura en el epicentro de la explosión y alcanzó un millón de grados centígrados. (Texto Valdemir Mota de Menezes, el escriba)

quarta-feira, 14 de março de 2012

QUÍMICA EM CONEXÃO COM OUTRAS CIÊNCIAS

No curso de Biologia da Universidade Metropolitana, o Escriba Valdemir Mota de Menezes estudou esta lição sobre a importância da Química em conexão com outros ramos da ciência:



A química estuda a natureza, as propriedades, a composição das substâncias,
as maneiras pelas quais suas propriedades se relacionam com as
suas composições e a interação destas substâncias, umas com as outras,
para a produção de novos materiais. Do ponto de vista prático, a química
é útil no discernimento dos problemas da sociedade, com aspectos técnicos
e científicos, e usada com freqüência em engenharia, agricultura,
oceanografia, metalurgia, física, biologia, medicina, nutrição, tecnologia
de recursos ambientais e em muitos outros campos.